sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Vitimização
Tenho observado muito este conceito.
Enquanto não tomarmos as rédeas de nossas vidas, como poderemos ser felizes?
Ficar culpando os outros pelo o que nos acontece ou deixou de acontecer pode ser confortável, mas é inútil e improdutivo. A vida é feita de escolhas, as quais só dependem de nós mesmos. Talvez o problema esteja no fato que a grande maioria não saber exatamente o que quer para si mesmo e sendo assim, o que escolher? Para que lado navegar?
Do meu ponto de vista, todos nós temos inúmeros motivos para lamentar-nos, seja a cor dos cabelos, o tamanho do nariz, a altura ou falta de dinheiro. Todos temos “problemas”, desde de unhas encravadas até a perda de um filho ou de um membro do corpo. A relevância de cada um deles é subjetiva e particular. O ponto chave é a forma de encarar estes “problemas”. Novamente, é uma questão de escolha.
É claro que é fácil falar neste tom quando temos uma boa educação e um bom discernimento, mas até que ponto isto nos foi dado ou foi construído? São comuns os exemplos de pessoas ricas, esclarecidas e famosas que nem por isso são indivíduos felizes ou realizados.
Estamos acostumados a culpar o governo e a sociedade. Mas de que se constrói um governo ou sociedade senão de cidadãos, ou seja, de nós mesmos? Se buscamos uma transformação no todo devemos iniciá-la por nossas atitudes e comportamentos individuais, com comprometimento e consciência.
Acredito que uma importante função dos psicólogos é o de tirar as pessoas do papel de vítima e colocá-las numa posição ativa diante de suas vidas. Só assim construiremos um mundo melhor.
Curta suas férias! Seja Feliz!
Enquanto não tomarmos as rédeas de nossas vidas, como poderemos ser felizes?
Ficar culpando os outros pelo o que nos acontece ou deixou de acontecer pode ser confortável, mas é inútil e improdutivo. A vida é feita de escolhas, as quais só dependem de nós mesmos. Talvez o problema esteja no fato que a grande maioria não saber exatamente o que quer para si mesmo e sendo assim, o que escolher? Para que lado navegar?
Do meu ponto de vista, todos nós temos inúmeros motivos para lamentar-nos, seja a cor dos cabelos, o tamanho do nariz, a altura ou falta de dinheiro. Todos temos “problemas”, desde de unhas encravadas até a perda de um filho ou de um membro do corpo. A relevância de cada um deles é subjetiva e particular. O ponto chave é a forma de encarar estes “problemas”. Novamente, é uma questão de escolha.
É claro que é fácil falar neste tom quando temos uma boa educação e um bom discernimento, mas até que ponto isto nos foi dado ou foi construído? São comuns os exemplos de pessoas ricas, esclarecidas e famosas que nem por isso são indivíduos felizes ou realizados.
Estamos acostumados a culpar o governo e a sociedade. Mas de que se constrói um governo ou sociedade senão de cidadãos, ou seja, de nós mesmos? Se buscamos uma transformação no todo devemos iniciá-la por nossas atitudes e comportamentos individuais, com comprometimento e consciência.
Acredito que uma importante função dos psicólogos é o de tirar as pessoas do papel de vítima e colocá-las numa posição ativa diante de suas vidas. Só assim construiremos um mundo melhor.
Curta suas férias! Seja Feliz!
domingo, 29 de novembro de 2009
CONFÚCIO: O homem superior e o homem inferior
"O homem superior compreende o que é direito; o homem inferior compreende o que quer vender."
"O homem superior ama sua alma; o homem inferior ama seus bens. O superior sempre se lembra de como foi castigado por seus erros; o inferior sempre se lembra dos presentes que recebeu."
"O homem superior censura a si mesmo; o inferior censura os outros."
"O homem superior não é aquele que é bom apenas para uma espécie particular de posição."
"O homem superior desenvolve-se para cima; o inferior se desenvolve para baixo."
"O homem superior é digno e simples, sem ser orgulhoso; o inferior é orgulhoso porém não é digno."
"O homem superior atravessa sua vida sem qualquer curso de ação preconcebido ou qualquer tabu. Ele simplesmente decide no momento o que é o direito fazer."
"Um estudante que gosta dos confortos de vida não é digno de ser chamado um estudante."
"Um cavalheiro envergonha-se de que suas palavras sejam melhores do que suas ações."
E você? Que caminho tem escolhido?
PS: Para saber mais sobre o filósofo Confúcio copie o link http://tv.terra.com.br/Diversao/Documentarios/Biography-Channel/4691-254856/Confucio-Palavras-de-Sabedoria.htm
"O homem superior ama sua alma; o homem inferior ama seus bens. O superior sempre se lembra de como foi castigado por seus erros; o inferior sempre se lembra dos presentes que recebeu."
"O homem superior censura a si mesmo; o inferior censura os outros."
"O homem superior não é aquele que é bom apenas para uma espécie particular de posição."
"O homem superior desenvolve-se para cima; o inferior se desenvolve para baixo."
"O homem superior é digno e simples, sem ser orgulhoso; o inferior é orgulhoso porém não é digno."
"O homem superior atravessa sua vida sem qualquer curso de ação preconcebido ou qualquer tabu. Ele simplesmente decide no momento o que é o direito fazer."
"Um estudante que gosta dos confortos de vida não é digno de ser chamado um estudante."
"Um cavalheiro envergonha-se de que suas palavras sejam melhores do que suas ações."
E você? Que caminho tem escolhido?
PS: Para saber mais sobre o filósofo Confúcio copie o link http://tv.terra.com.br/Diversao/Documentarios/Biography-Channel/4691-254856/Confucio-Palavras-de-Sabedoria.htm
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Eleições DCE - Parte 2
Estive no debate das chapas candidatas ao DCE realizado na terça-feira (dia 17) e entre seus discursos as chapas mencionaram: "dia-a-dia do estudante" (Chapa 1), "transformação social" (Chapa 2) e "casa não se contrói pelo telhado" (Chapa 3).
Acredito que uma "transformação social" só será realizada neste país com uma mudança de comportamento da sociedade, ou seja, dos cidadãos que compõem esta sociedade. E quem são estes cidadãos senão nós mesmos?
Dessa forma, entendo que a universidade e instituições como o DCE deveriam participar na construção do caráter dos alunos, no intuito de formar indivíduos que, além de lutar pelos seus direitos, respeitem o próximo, saibam seu lugar na sociedade, não usufruam de privilégios e que cumpram com seus deveres.
Entre outras ações vergonhosas, desrespeitamos as filas do RU, não respeitamos o silêncio na biblioteca, riscam-se os livros, as luzes da universidades ficam acesas durante o dia inteiro.
Mas quem se importa? Não sai do meu bolso...
Para quê me indispor com os outros?
Prevalece a "lei de Gerson", do cada um por si, do "jeitinho", da malandragem.
Levantei este tema às três chapas para que pudesse tomar uma decisão quanto ao meu voto.
Enviei emails e fui ignorado.
Quando questionados diretamente, os integrantes das "diferentes" chapas repetiram o mesmíssimo discurso de sempre: "O tema é algo individual, não depende da política. Nossos esforços são no sentido de acabar com as filas".
Futuros POLÍTICOS ou POLITIQUEIROS? (ainda existe diferença?)
O discurso indica que ninguém está realmente preocupado com uma mudança na sociedade. O negócio é angariar votos e apontar dedos!
Se até mesmo nossos alunos têm este pensamento, não vejo esperanças.
E dizer que semestre passado a gestão anterior trouxe o Delegado Protógenes Queiroz para uma palestra em nossa universidade. Todos se encheram de orgulho, cantamos o hino nacional e nos indignamos com a corrupção.
Depois saímos de lá e furamos a fila!
A corrupção está bem mais próxima do que imaginamos. Senão for cortada pela raiz, torna-se irreversível.
Esclareço que meu intuito é alertar estes colegas à problemática da questão.
Parem e reflitam.
Afinal, vocês serão nossos futuros prefeitos, senadores e presidentes. Mantenham seus corações limpos, suas mentes claras e seus ideais sólidos enquanto ainda é tempo.
Vamos mudar este país!
Se a "casa não se contrói pelo telhado", que tal começar uma "transformação social" praticando cidadania na fila do RU, tão presente no "dia-a-dia do estudante"?
Acredito que uma "transformação social" só será realizada neste país com uma mudança de comportamento da sociedade, ou seja, dos cidadãos que compõem esta sociedade. E quem são estes cidadãos senão nós mesmos?
Dessa forma, entendo que a universidade e instituições como o DCE deveriam participar na construção do caráter dos alunos, no intuito de formar indivíduos que, além de lutar pelos seus direitos, respeitem o próximo, saibam seu lugar na sociedade, não usufruam de privilégios e que cumpram com seus deveres.
Entre outras ações vergonhosas, desrespeitamos as filas do RU, não respeitamos o silêncio na biblioteca, riscam-se os livros, as luzes da universidades ficam acesas durante o dia inteiro.
Mas quem se importa? Não sai do meu bolso...
Para quê me indispor com os outros?
Prevalece a "lei de Gerson", do cada um por si, do "jeitinho", da malandragem.
Levantei este tema às três chapas para que pudesse tomar uma decisão quanto ao meu voto.
Enviei emails e fui ignorado.
Quando questionados diretamente, os integrantes das "diferentes" chapas repetiram o mesmíssimo discurso de sempre: "O tema é algo individual, não depende da política. Nossos esforços são no sentido de acabar com as filas".
Futuros POLÍTICOS ou POLITIQUEIROS? (ainda existe diferença?)
O discurso indica que ninguém está realmente preocupado com uma mudança na sociedade. O negócio é angariar votos e apontar dedos!
Se até mesmo nossos alunos têm este pensamento, não vejo esperanças.
E dizer que semestre passado a gestão anterior trouxe o Delegado Protógenes Queiroz para uma palestra em nossa universidade. Todos se encheram de orgulho, cantamos o hino nacional e nos indignamos com a corrupção.
Depois saímos de lá e furamos a fila!
A corrupção está bem mais próxima do que imaginamos. Senão for cortada pela raiz, torna-se irreversível.
Esclareço que meu intuito é alertar estes colegas à problemática da questão.
Parem e reflitam.
Afinal, vocês serão nossos futuros prefeitos, senadores e presidentes. Mantenham seus corações limpos, suas mentes claras e seus ideais sólidos enquanto ainda é tempo.
Vamos mudar este país!
Se a "casa não se contrói pelo telhado", que tal começar uma "transformação social" praticando cidadania na fila do RU, tão presente no "dia-a-dia do estudante"?
sábado, 14 de novembro de 2009
Mudança de Comportamento
Um pouco de teoria: em Psicologia da Comunicação aprendemos a diferença entre atitude e comportamento.
Uma atitude refere-se ao seu posicionamento ideológico mediante algum conceito ou assunto. Quanto ao comportamento, temos algo mais prático: é como você efetivamente age naquela determinada situação.
Tentamos aqui mudar sua atitude. Quanto ao comportamento, só depende de você. Ou será necessária a presença de guardinhas de fila, medida tomada na UFSCar?
Esta notícia encontrei em uma das comunidades no Orkut contra o furo da fila, problema enfrentado em várias outras universidades do país.
Tocando neste tema, encontrei também diversas comunidades defendendo o furo, com declarações fantásticas e membros muito orgulhosos de seu posicionamento imoral.
Se, ainda no Orkut, você buscar pela palavra corrupção, aparecem cerca de 180 comunidades contra a corrupção, mas nenhuma a favor. Engraçado como não encontrei comunidades do tipo Eu sou corrupto ou Eu Roubo o Dinheiro Público. Talvez essa galera que fura a fila ainda não tenha se candidatado a nada ou criou um mínimo de vergonha na cara.
Voltando ao início desta conversa, se você mudou sua atitude, não se sinta inibido em mudar seu comportamento. Eu também, como me perguntou uma colega, já furei fila, mas depois de perceber todo envolvimento do problema, mudei minha atitude e comportamento.
Vejo isso como uma evolução. Se mudanças são necessárias, por que resistir?
Ser flexível, além de tudo, faz bem para a saúde.
Boa semana.
Uma atitude refere-se ao seu posicionamento ideológico mediante algum conceito ou assunto. Quanto ao comportamento, temos algo mais prático: é como você efetivamente age naquela determinada situação.
Tentamos aqui mudar sua atitude. Quanto ao comportamento, só depende de você. Ou será necessária a presença de guardinhas de fila, medida tomada na UFSCar?
Esta notícia encontrei em uma das comunidades no Orkut contra o furo da fila, problema enfrentado em várias outras universidades do país.
Tocando neste tema, encontrei também diversas comunidades defendendo o furo, com declarações fantásticas e membros muito orgulhosos de seu posicionamento imoral.
Se, ainda no Orkut, você buscar pela palavra corrupção, aparecem cerca de 180 comunidades contra a corrupção, mas nenhuma a favor. Engraçado como não encontrei comunidades do tipo Eu sou corrupto ou Eu Roubo o Dinheiro Público. Talvez essa galera que fura a fila ainda não tenha se candidatado a nada ou criou um mínimo de vergonha na cara.
Voltando ao início desta conversa, se você mudou sua atitude, não se sinta inibido em mudar seu comportamento. Eu também, como me perguntou uma colega, já furei fila, mas depois de perceber todo envolvimento do problema, mudei minha atitude e comportamento.
Vejo isso como uma evolução. Se mudanças são necessárias, por que resistir?
Ser flexível, além de tudo, faz bem para a saúde.
Boa semana.
sábado, 7 de novembro de 2009
ELEIÇÕES DCE
Como muitos de nossos alunos já devem ter vivenciado, as chapas candidatas às eleições do DCE tem percorrido algumas salas de nossa universidade. Em uma dessas visitas, mais precisamente no dia 06 de novembro, na segunda fase da educação física, nossos candidatos foram questionados diretamente quanto ao seu posicionamento em relação ao furo da fila, já que as tentativas de discussão conjunta sobre o tema com a gestão anterior foram frustrantes. Igualmente frustrante foi a repetição da resposta: que o trabalho realizado é para que não haja mais filas, e que, não havendo filas, não haverá furos.
Outro argumento apresentado é que esta questão não seria pertinente ao campo da política, mas relacionada a uma mudança individual, a uma questão moral. Mas o que deve objetivar a política senão estabelecer uma sociedade moral? Se todos fôssemos morais, será que precisaríamos da política?
Qualquer instituição que tenha como finalidade a representação de um grupo deve lutar em defesa dos direitos de seus indivíduos e tomar ações no sentido de inibir qualquer ato imoral que os venha prejudicar.
O problema é que apontar o dedo para os erros de eleitores em potencial não é politicamente interessante. Isso se chama politicagem!
Além do mais, diversas vezes presenciei pessoas saindo do DCE e furando fila.
Deixo três perguntas aos novos candidatos, ao DCE ou à presidência do país:
1) Você é honesto?
2) Você deixaria de lado interesses particulares para atender as necessidades do grupo que você representa?
3) Você fura fila?
A partir destas respostas, acho que já podemos fazer nossas escolhas.
Boa praia!
Lembrete: Continuo aguardando manifestações a favor do furo. Você que fura e acha isso legal, deixe aqui suas idéias! Aproveite para escolher sua chapa para o DCE.
Outro argumento apresentado é que esta questão não seria pertinente ao campo da política, mas relacionada a uma mudança individual, a uma questão moral. Mas o que deve objetivar a política senão estabelecer uma sociedade moral? Se todos fôssemos morais, será que precisaríamos da política?
Qualquer instituição que tenha como finalidade a representação de um grupo deve lutar em defesa dos direitos de seus indivíduos e tomar ações no sentido de inibir qualquer ato imoral que os venha prejudicar.
O problema é que apontar o dedo para os erros de eleitores em potencial não é politicamente interessante. Isso se chama politicagem!
Além do mais, diversas vezes presenciei pessoas saindo do DCE e furando fila.
Deixo três perguntas aos novos candidatos, ao DCE ou à presidência do país:
1) Você é honesto?
2) Você deixaria de lado interesses particulares para atender as necessidades do grupo que você representa?
3) Você fura fila?
A partir destas respostas, acho que já podemos fazer nossas escolhas.
Boa praia!
Lembrete: Continuo aguardando manifestações a favor do furo. Você que fura e acha isso legal, deixe aqui suas idéias! Aproveite para escolher sua chapa para o DCE.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Consciência do dever
Deixo um pensamento de Kant sobre a consciência do dever: "A consciência do dever é o fundamento de tudo, inclusive da própria liberdade. Para saber se minha ação é justa ou não, eu devo responder à seguinte pergunta: você ficaria satisfeito em viver num suposto mundo em que a máxima da sua conduta se tornasse uma lei necessária (que não tem exceções)? Se você gostaria de viver nesse mundo, então você deveria começar dando o exemplo, ou seja, você deveria agir assim... Isso é a consciência do dever. Por exemplo: você viu aquele garoto que ultrapassou o sinal vermelho ali na esquina e quase provocou uma colisão? Você gostaria de viver num mundo onde todos, sem exceção, desrespeitassem os sinais de trânsito? É uma consciência que nasce na razão pura. Esta consciência do dever nasce na minha razão independente de outras influências. É fruto, portanto, da minha autonomia. E, além do mais, a gente tem a consciência de que deve respeitar, porque sabe que poderia não respeitar. Eu diria deves, portanto podes. A liberdade nasce da consciência do dever."
Contribuição especial de uma grande amiga: Marcelle Barrichello - Advogada
Contribuição especial de uma grande amiga: Marcelle Barrichello - Advogada
domingo, 25 de outubro de 2009
Desafio
Entre as justificativas que escuto em defesa do furo dois argumentos têm se destacado:
1) A entrada na fila de uma ou duas pessoas é tolerável;
2) Quando estamos atrasados o furo se justifica.
Peço ajuda aos meus amigos da matemática para que expliquem as consequências aritiméticas ou exponenciais se todos os ocupantes da fila considerarem-se no direito de dar lugar a apenas um ou dois amigos.
No mundo de hoje, quem não está atrasado? Lógico que imprevistos acontecem, mas atrasado por quê e para quê? Você não deveria ter pensado nisso antes de ajustar seu despertador? Ou então escolher um restaurante que não tenha filas, já que o com fila não atende às suas necessidades? E por que o seu atraso é mais importante que o dos outros?
Noto que nossos colegas tentam justificar o furo por não disporem-se a perder a comodidade de almoçar mais cedo ou com os amigos, como se todos os outros que já estavam na fila achassem esse comportamento normal e aceitável.
Precisamos dizer a eles que nós não achamos!!
O brasileiro coloca-se em primeiro lugar de importância em detrimento do direito dos outros. Isto é privilégio, é corrupção!
Curioso que ninguém se manifestou a favor do furo neste blog. Mesmo assim os furões continuam. Será que o cartaz colocado na parede do ru deveria estar mais perto da porta para que eles saibam da existência do blog?
Desafio os que acreditam que não há implicações no furo ou que é justo furar a fila que deixem aqui seus argumentos ou comentários.
Bons feriados.
1) A entrada na fila de uma ou duas pessoas é tolerável;
2) Quando estamos atrasados o furo se justifica.
Peço ajuda aos meus amigos da matemática para que expliquem as consequências aritiméticas ou exponenciais se todos os ocupantes da fila considerarem-se no direito de dar lugar a apenas um ou dois amigos.
No mundo de hoje, quem não está atrasado? Lógico que imprevistos acontecem, mas atrasado por quê e para quê? Você não deveria ter pensado nisso antes de ajustar seu despertador? Ou então escolher um restaurante que não tenha filas, já que o com fila não atende às suas necessidades? E por que o seu atraso é mais importante que o dos outros?
Noto que nossos colegas tentam justificar o furo por não disporem-se a perder a comodidade de almoçar mais cedo ou com os amigos, como se todos os outros que já estavam na fila achassem esse comportamento normal e aceitável.
Precisamos dizer a eles que nós não achamos!!
O brasileiro coloca-se em primeiro lugar de importância em detrimento do direito dos outros. Isto é privilégio, é corrupção!
Curioso que ninguém se manifestou a favor do furo neste blog. Mesmo assim os furões continuam. Será que o cartaz colocado na parede do ru deveria estar mais perto da porta para que eles saibam da existência do blog?
Desafio os que acreditam que não há implicações no furo ou que é justo furar a fila que deixem aqui seus argumentos ou comentários.
Bons feriados.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Votar em Quem?
Primeiro duas perguntas:
Já pegou sua caneca?
Você sabia que já fazem duas semanas que o RU noturno abre para o almoço?
Tenho almoçado lá sem pegar quase nada de fila.
Parabéns pelas conquistas dos alunos e cooperação (mesmo que tardia!) da reitoria.
Porém, mesmo que um tanto diluído pela queda do tempo de espera, o furo permanece presente e a diminuição da intensidade não diminui a magnitude do problema.
Espero que a importância do assunto não se perca, pois não deixamos de desrespeitar os colegas, apenas criaram-se melhores condições para que isso não aconteça de forma ostensiva. Não se deixem iludir, apesar da previsão de nosso brilhante colega: "se não houver fila, não terá furo!"(post de 26/09).
A evolução ideológica ainda é zero.
Perderemos a oportunidade de presenciar uma mudança de comportamento político e de auto-reflexão?
Ou esperar-se-á mais uma condição de guerra para vivenciarmos o caos?
Para os que ainda defendem o comportamento de furar a fila, ainda deixo dois questionamentos:
1) Imagine seu candidato para as próximas eleições.
Você votaria em alguém que fura a fila? (Muitos de nossos colegas serão candidatos daqui a 10, 20 ou 30 anos. E aí?)
2) Se seu filho lhe perguntasse: "Papai/Mamãe, é certo furar fila?", o que você responderia?
Mais um desabafo:
Essa semana, num passeio ecológico promovido pela prefeitura, enquanto acompanhávamos 20 crianças e algumas bitucas já ficavam pelo caminho, foi solicitado por um dos guias que os professores presentes apagassem seus cigarros ao menos durante o passeio.
Os motivos são óbvios (diga que são, por favor!!!).
O comentário foi: "Isso a gente sabe, mas não dá pra fazer tudo certo."
Triste, não é? Ainda mais vindo de um educador.
Espero que vocês não pensem do mesmo jeito.
Boa semana, bom RU. Com menos filas e com caneca.
Já pegou sua caneca?
Você sabia que já fazem duas semanas que o RU noturno abre para o almoço?
Tenho almoçado lá sem pegar quase nada de fila.
Parabéns pelas conquistas dos alunos e cooperação (mesmo que tardia!) da reitoria.
Porém, mesmo que um tanto diluído pela queda do tempo de espera, o furo permanece presente e a diminuição da intensidade não diminui a magnitude do problema.
Espero que a importância do assunto não se perca, pois não deixamos de desrespeitar os colegas, apenas criaram-se melhores condições para que isso não aconteça de forma ostensiva. Não se deixem iludir, apesar da previsão de nosso brilhante colega: "se não houver fila, não terá furo!"(post de 26/09).
A evolução ideológica ainda é zero.
Perderemos a oportunidade de presenciar uma mudança de comportamento político e de auto-reflexão?
Ou esperar-se-á mais uma condição de guerra para vivenciarmos o caos?
Para os que ainda defendem o comportamento de furar a fila, ainda deixo dois questionamentos:
1) Imagine seu candidato para as próximas eleições.
Você votaria em alguém que fura a fila? (Muitos de nossos colegas serão candidatos daqui a 10, 20 ou 30 anos. E aí?)
2) Se seu filho lhe perguntasse: "Papai/Mamãe, é certo furar fila?", o que você responderia?
Mais um desabafo:
Essa semana, num passeio ecológico promovido pela prefeitura, enquanto acompanhávamos 20 crianças e algumas bitucas já ficavam pelo caminho, foi solicitado por um dos guias que os professores presentes apagassem seus cigarros ao menos durante o passeio.
Os motivos são óbvios (diga que são, por favor!!!).
O comentário foi: "Isso a gente sabe, mas não dá pra fazer tudo certo."
Triste, não é? Ainda mais vindo de um educador.
Espero que vocês não pensem do mesmo jeito.
Boa semana, bom RU. Com menos filas e com caneca.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Moral e Moralismo. Existe diferença?
Notei que em minhas conversas sobre o tema deste blog, muitas pessoas se incomodam imensamente quando coloco a palavra “moral”. Tenho a nítida impressão que ela causa uma aversão e repúdio incontroláveis, dificultando o entendimento e aceitação de que furar a fila é um comportamento inadequado.
Essas reações me intrigam!
Depois de várias reflexões, concluí que está havendo uma confusão entre Moral e Moralismo.
Tentando juntar maiores argumentos para esta diferenciação, fui feliz em encontrar o artigo “Sobre o moralismo” de Fernando Montes D'Oca, Professor de Filosofia licenciado pela Universidade Federal de Santa Maria, publicado no jornal Diário de Alegrete em 26 de maio de 2006.
Aqui coloco passagens desse artigo que caem como uma luva para os esclarecimentos que julgo necessários:
“Infelizmente, ao homem de hoje falta moral e sobra moralismo. Em geral, tais expressões são confundidas e tomadas como tendo um mesmo e único sentido. No entanto, vale lembrar que entre a moral e o moralismo há um verdadeiro abismo.
Alguns ismos, acrescentados como sufixos, dão um sentido pejorativo à nova palavra formada [...]. O ismo denota uma espécie de desvalorização e transmite a idéia de que algo foi levado ao extremo a ponto de uma completa banalização. Assim sendo, a moral levada ao extremo passa a ser um moralismo.[...]
No nível moral do moralismo, que é um extremo ou um excesso em relação à justa medida moral, parece que a racionalidade inexiste. Nessa instância as ações humanas são orientadas de fora para dentro. Em vez de racionalidade livre, há uma obrigatoriedade ditada por exemplos ou modelos morais.
O moralismo não incentiva as pessoas a pensar em como agir, mas a agir sem pensar. De fato, usurpando a boa-fé de pessoas que abdicam de pensar antes de fazer qualquer coisa, aparecem os moralistas.
O indivíduo moralista parece sempre saber o que é certo, não titubeia nunca. Ademais, sabe o que é certo e bom para si e para os outros, e, o que é pior, induz, quando não obriga, as pessoas a agirem segundo ele julga correto.
De moralistas o mundo está cheio, seja na política, na religião, na educação, nos meios de comunicação… [...] O moralista parece ser um indivíduo que se encontra acima do bem e do mal, e, por isso, julga-se digno, mesmo muitas vezes sendo totalmente incapaz, de ser um formador de opinião e de ser alguém que legisla sobre a vida dos outros.
Quanto mais moralista se é, menos moral se tem! O moralista só prega para os outros, é um completo hipócrita. [...]
O fato de o moralista levar o discurso moral ao extremo, isto é, a ponto de reduzi-lo à não-racionalidade das ações, coloca em xeque toda a possibilidade de se ter uma legítima doutrina moral, baseada em princípios e valores flexíveis e raciocinados, e não apenas em sensacionalismos emotivistas ou em puritanismos baratos.”
O professor termina conceituando moral como “a capacidade raciocinada do homem, por si próprio, decidir o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mau, o que é justo e o que é injusto, o que é nobre e o que é vil, o que é virtude e o que é vício.”
Então, ratificando, não queremos nem pretendemos ser moralistas. A este conceito temos as mesmas reações de aversão e repúdio encontradas.
Defendemos aqui a moral, que se refere ao respeito ao próximo e ao exercício de cidadania. Quem sabe agora entramos num acordo!!
Feliz dia das crianças e boa semana!!!
Essas reações me intrigam!
Depois de várias reflexões, concluí que está havendo uma confusão entre Moral e Moralismo.
Tentando juntar maiores argumentos para esta diferenciação, fui feliz em encontrar o artigo “Sobre o moralismo” de Fernando Montes D'Oca, Professor de Filosofia licenciado pela Universidade Federal de Santa Maria, publicado no jornal Diário de Alegrete em 26 de maio de 2006.
Aqui coloco passagens desse artigo que caem como uma luva para os esclarecimentos que julgo necessários:
“Infelizmente, ao homem de hoje falta moral e sobra moralismo. Em geral, tais expressões são confundidas e tomadas como tendo um mesmo e único sentido. No entanto, vale lembrar que entre a moral e o moralismo há um verdadeiro abismo.
Alguns ismos, acrescentados como sufixos, dão um sentido pejorativo à nova palavra formada [...]. O ismo denota uma espécie de desvalorização e transmite a idéia de que algo foi levado ao extremo a ponto de uma completa banalização. Assim sendo, a moral levada ao extremo passa a ser um moralismo.[...]
No nível moral do moralismo, que é um extremo ou um excesso em relação à justa medida moral, parece que a racionalidade inexiste. Nessa instância as ações humanas são orientadas de fora para dentro. Em vez de racionalidade livre, há uma obrigatoriedade ditada por exemplos ou modelos morais.
O moralismo não incentiva as pessoas a pensar em como agir, mas a agir sem pensar. De fato, usurpando a boa-fé de pessoas que abdicam de pensar antes de fazer qualquer coisa, aparecem os moralistas.
O indivíduo moralista parece sempre saber o que é certo, não titubeia nunca. Ademais, sabe o que é certo e bom para si e para os outros, e, o que é pior, induz, quando não obriga, as pessoas a agirem segundo ele julga correto.
De moralistas o mundo está cheio, seja na política, na religião, na educação, nos meios de comunicação… [...] O moralista parece ser um indivíduo que se encontra acima do bem e do mal, e, por isso, julga-se digno, mesmo muitas vezes sendo totalmente incapaz, de ser um formador de opinião e de ser alguém que legisla sobre a vida dos outros.
Quanto mais moralista se é, menos moral se tem! O moralista só prega para os outros, é um completo hipócrita. [...]
O fato de o moralista levar o discurso moral ao extremo, isto é, a ponto de reduzi-lo à não-racionalidade das ações, coloca em xeque toda a possibilidade de se ter uma legítima doutrina moral, baseada em princípios e valores flexíveis e raciocinados, e não apenas em sensacionalismos emotivistas ou em puritanismos baratos.”
O professor termina conceituando moral como “a capacidade raciocinada do homem, por si próprio, decidir o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mau, o que é justo e o que é injusto, o que é nobre e o que é vil, o que é virtude e o que é vício.”
Então, ratificando, não queremos nem pretendemos ser moralistas. A este conceito temos as mesmas reações de aversão e repúdio encontradas.
Defendemos aqui a moral, que se refere ao respeito ao próximo e ao exercício de cidadania. Quem sabe agora entramos num acordo!!
Feliz dia das crianças e boa semana!!!
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