Após a troca de emails na lista de nossa sala discutindo as manifestações do passe livre e apontando para polícia como criminosos, segue uma resposta clara, honesta e em bom nível de alguém que vive o outro lado da história.
Não quero tomar nenhum partido, mas sim mostrar que estamos todos no mesmo barco, vivemos no mesmo país, enfrentamos os mesmos problemas e esperamos nas mesmas filas.
O autor do texto é estudante de Psicologia e Policial Militar e autorizou a publicação neste blog:
"Bom gente o seguinte, como todos percebem eu quase nunca expresso minhas opiniões em sala, não o faço por uma questão de opção, mas tenham a certeza de que presto muita atenção em tudo que vocês dizem. Acho incrível as manifestações estudantis e queria eu poder estar lá, mas como vocês sabem sou Policial Militar e proibido por lei de participar destas situações.
Sabendo que curso Psico e na UFSC, boa parte dos meus comandantes já me avisaram de todas as punições que teria caso seja visto envolvido com a manifestação (no mínimo 21 dias de prisão). Sou totalmente a favor da manifestação, porém me chateia muito ler estas mensagens contra os policiais. Afirmam que somos o CÃO de guarda do estado ou os repressivos, violentos e exagerados, mas sinceramente NENHUM de vocês tem noção do que é ser policial. Este vídeo que já assisti um milhão de vezes é totalmente manipulado. Existe sim muito excesso e violência por parte da Polícia, no entanto preciso defender aquilo que, por falta de informação, vocês não sabem ou imaginam.
A parte mais chocante do vídeo que evidencia a brutalidade com que a polícia agiu é com certeza as cotoveladas que o cara ganha na beira-mar e fica desmaiado no chão. Porém esta mesma pessoa em outro momento pulou em cima de 5 carros enquanto gritava e xingava os policias. Mas alguns afirmariam “a Polícia precisa estar preparada para isso, não pode perder a cabeça porque chamam ele de filho da puta”. Concordo, mas depois de 45 dias que ficamos “a disposição do governador” SEM IR PRA CASA, sem ver a família fica um pouco difícil. Perdi 13kg para vocês terem o direito de manifestarem-se, fiquei 28 dias sem ver minha família para vocês manifestarem-se, vi policias serem apedrejados como cães, mas isso o vídeo não mostra, então talvez não seja verdade. Se isso já não bastasse, quando tudo isto acabava e vocês iam pra casa descansar, os Policiais voltavam para o quartel, porque no próximo dia precisavam pegar a viatura e ir atender as ocorrências que teimavam em acontecer, alheia a manifestação estudantil.
Depois de vê-los cantando hinos e cantos, voltávamos a nossa “vida normal”, subindo o morro, adentrando a favela, troca de tiros, roubo, assalto, sequestro, levar pessoas aos hospitais, acidentes, incêndios, etc, etc, etc. Lembro-me muito bem de uma madrugada, precisávamos achar um cara que havia matado outro e se escondido no mato. Entrando num matagal, não vendo um palmo na frente da mão, meu parceiro me disse assim: "se não morremos aqui, amanhã tem manifestação". Lembro-me somente de rir na hora, mas hoje vejo a importância daquele momento. Então, não me venham dizer que policial é brutal, porque não sou assim. Enfim, não quero me prolongar, mas não critiquem a polícia que trabalha enquanto vocês dormem, pois apesar de nossa segurança ser uma merda, só não é pior graças a nós que fazemos milagre pelas condições que nos dão, então não sejam ingratos por favor, continuem com a manifestação acho ótimo, toda minha família anda de ônibus, só peço que MENOSPREZEM apenas a Polícia, mas NUNCA OS POLICIAIS. Desculpem o desabafo.. FICA A DICA."
Somos todos seres humanos.
sábado, 22 de maio de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Manifeste-se
Convido você a sair de nossa passividade.
Vamos agir ao ver alguém furando a fila.
Não precisamos entrar em discussões ou nos desgastar, estragando nosso almoço, mas uma simples pergunta "Você vai mesmo furar a fila?" muitas vezes tem efeito ou ao menos cria um desconforto nos furões.
Outra sugestão é o CONTRA-FURO: passar na frente de tal elemento, pois se ele não respeita a fila, não deve se aborrecer com pessoas entrando na sua frente. Caso ele se incomode, sugira que todos voltem aos seus locais de origem, ou seja: você no seu local na fila, de onde observava o furão agindo, e ele no final da fila. Não esqueça de chamar todas as outras pessoas que estavam esperando honestamente na fila a passar na frente do furão. E quando falo todas, são todas mesmo!
Convido também a tentar fazer isso com bom humor, na esportiva.
Peço a você que não concorda com o furo da fila e acompanha este blog que apoie esse tipo de manifestação ao presenciá-la. Participe, verbalize, bata palmas!
Falando em humor, engraçado como nos sentimos constrangidos em agir assim, como se os errados ou injustos fôssemos nós. Mas é desse sentimento que se aproveitam os corruptos, golpistas, caras-de-pau e furões.
Resta a nós dar um basta!
Boa semana!
Vamos agir ao ver alguém furando a fila.
Não precisamos entrar em discussões ou nos desgastar, estragando nosso almoço, mas uma simples pergunta "Você vai mesmo furar a fila?" muitas vezes tem efeito ou ao menos cria um desconforto nos furões.
Outra sugestão é o CONTRA-FURO: passar na frente de tal elemento, pois se ele não respeita a fila, não deve se aborrecer com pessoas entrando na sua frente. Caso ele se incomode, sugira que todos voltem aos seus locais de origem, ou seja: você no seu local na fila, de onde observava o furão agindo, e ele no final da fila. Não esqueça de chamar todas as outras pessoas que estavam esperando honestamente na fila a passar na frente do furão. E quando falo todas, são todas mesmo!
Convido também a tentar fazer isso com bom humor, na esportiva.
Peço a você que não concorda com o furo da fila e acompanha este blog que apoie esse tipo de manifestação ao presenciá-la. Participe, verbalize, bata palmas!
Falando em humor, engraçado como nos sentimos constrangidos em agir assim, como se os errados ou injustos fôssemos nós. Mas é desse sentimento que se aproveitam os corruptos, golpistas, caras-de-pau e furões.
Resta a nós dar um basta!
Boa semana!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Imaturidade, Irresponsabilidade e Ignorância
De volta às aulas, estudos, calouros, correria, alegria, RU e furões para todo lado.
Pela primeira vez neste blog, na última postagem, recebi um comentário provocativo de um tal senhor2010. Curioso que foi também a primeira vez que alguém não se identifica, age de forma covarde.
Segue um desafio ao nosso ilustre colega universitário:
Convido-te a identificar-se para que possamos nos conhecer pessoalmente e você assumir sua posição diante deste assunto. Podemos argumentar sadiamente. Não há porque esconder-se atrás de pseudônimos. Talvez você seja uma pessoa que se beneficia de privilégios e não está nem aí para nosso país, assim diverte-se com essa situação. Porém, é fato que atitudes assim, direta ou indiretamente, na brincadeira ou parecendo algo banal, têm e terão reflexos em sua vida e de seus próximos. E, pasme você, não são reflexos positivos! Fico curioso sobre seus valores e as coisas que te motivam. Impressionante você ainda perder seu precioso tempo com esse blog enquanto continua a gastar o dinheiro que seus pais investem em você. Pais estes que provavelmente lhe deram uma boa educação e são pessoas trabalhadoras, pais que ficariam envergonhados com sua atitude. Não acredito que façam parte da corja que atrasa este país e que encoragem este seu comportamento.
Caso não se identifique, não responderei mais às suas provocações. Aqui neste blog você encontra meu nome e curso, será fácil me localizar.
Um abraço a todos,
Leonardo - Psicologia 3 fase
Pela primeira vez neste blog, na última postagem, recebi um comentário provocativo de um tal senhor2010. Curioso que foi também a primeira vez que alguém não se identifica, age de forma covarde.
Segue um desafio ao nosso ilustre colega universitário:
Convido-te a identificar-se para que possamos nos conhecer pessoalmente e você assumir sua posição diante deste assunto. Podemos argumentar sadiamente. Não há porque esconder-se atrás de pseudônimos. Talvez você seja uma pessoa que se beneficia de privilégios e não está nem aí para nosso país, assim diverte-se com essa situação. Porém, é fato que atitudes assim, direta ou indiretamente, na brincadeira ou parecendo algo banal, têm e terão reflexos em sua vida e de seus próximos. E, pasme você, não são reflexos positivos! Fico curioso sobre seus valores e as coisas que te motivam. Impressionante você ainda perder seu precioso tempo com esse blog enquanto continua a gastar o dinheiro que seus pais investem em você. Pais estes que provavelmente lhe deram uma boa educação e são pessoas trabalhadoras, pais que ficariam envergonhados com sua atitude. Não acredito que façam parte da corja que atrasa este país e que encoragem este seu comportamento.
Caso não se identifique, não responderei mais às suas provocações. Aqui neste blog você encontra meu nome e curso, será fácil me localizar.
Um abraço a todos,
Leonardo - Psicologia 3 fase
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Vitimização
Tenho observado muito este conceito.
Enquanto não tomarmos as rédeas de nossas vidas, como poderemos ser felizes?
Ficar culpando os outros pelo o que nos acontece ou deixou de acontecer pode ser confortável, mas é inútil e improdutivo. A vida é feita de escolhas, as quais só dependem de nós mesmos. Talvez o problema esteja no fato que a grande maioria não saber exatamente o que quer para si mesmo e sendo assim, o que escolher? Para que lado navegar?
Do meu ponto de vista, todos nós temos inúmeros motivos para lamentar-nos, seja a cor dos cabelos, o tamanho do nariz, a altura ou falta de dinheiro. Todos temos “problemas”, desde de unhas encravadas até a perda de um filho ou de um membro do corpo. A relevância de cada um deles é subjetiva e particular. O ponto chave é a forma de encarar estes “problemas”. Novamente, é uma questão de escolha.
É claro que é fácil falar neste tom quando temos uma boa educação e um bom discernimento, mas até que ponto isto nos foi dado ou foi construído? São comuns os exemplos de pessoas ricas, esclarecidas e famosas que nem por isso são indivíduos felizes ou realizados.
Estamos acostumados a culpar o governo e a sociedade. Mas de que se constrói um governo ou sociedade senão de cidadãos, ou seja, de nós mesmos? Se buscamos uma transformação no todo devemos iniciá-la por nossas atitudes e comportamentos individuais, com comprometimento e consciência.
Acredito que uma importante função dos psicólogos é o de tirar as pessoas do papel de vítima e colocá-las numa posição ativa diante de suas vidas. Só assim construiremos um mundo melhor.
Curta suas férias! Seja Feliz!
Enquanto não tomarmos as rédeas de nossas vidas, como poderemos ser felizes?
Ficar culpando os outros pelo o que nos acontece ou deixou de acontecer pode ser confortável, mas é inútil e improdutivo. A vida é feita de escolhas, as quais só dependem de nós mesmos. Talvez o problema esteja no fato que a grande maioria não saber exatamente o que quer para si mesmo e sendo assim, o que escolher? Para que lado navegar?
Do meu ponto de vista, todos nós temos inúmeros motivos para lamentar-nos, seja a cor dos cabelos, o tamanho do nariz, a altura ou falta de dinheiro. Todos temos “problemas”, desde de unhas encravadas até a perda de um filho ou de um membro do corpo. A relevância de cada um deles é subjetiva e particular. O ponto chave é a forma de encarar estes “problemas”. Novamente, é uma questão de escolha.
É claro que é fácil falar neste tom quando temos uma boa educação e um bom discernimento, mas até que ponto isto nos foi dado ou foi construído? São comuns os exemplos de pessoas ricas, esclarecidas e famosas que nem por isso são indivíduos felizes ou realizados.
Estamos acostumados a culpar o governo e a sociedade. Mas de que se constrói um governo ou sociedade senão de cidadãos, ou seja, de nós mesmos? Se buscamos uma transformação no todo devemos iniciá-la por nossas atitudes e comportamentos individuais, com comprometimento e consciência.
Acredito que uma importante função dos psicólogos é o de tirar as pessoas do papel de vítima e colocá-las numa posição ativa diante de suas vidas. Só assim construiremos um mundo melhor.
Curta suas férias! Seja Feliz!
domingo, 29 de novembro de 2009
CONFÚCIO: O homem superior e o homem inferior
"O homem superior compreende o que é direito; o homem inferior compreende o que quer vender."
"O homem superior ama sua alma; o homem inferior ama seus bens. O superior sempre se lembra de como foi castigado por seus erros; o inferior sempre se lembra dos presentes que recebeu."
"O homem superior censura a si mesmo; o inferior censura os outros."
"O homem superior não é aquele que é bom apenas para uma espécie particular de posição."
"O homem superior desenvolve-se para cima; o inferior se desenvolve para baixo."
"O homem superior é digno e simples, sem ser orgulhoso; o inferior é orgulhoso porém não é digno."
"O homem superior atravessa sua vida sem qualquer curso de ação preconcebido ou qualquer tabu. Ele simplesmente decide no momento o que é o direito fazer."
"Um estudante que gosta dos confortos de vida não é digno de ser chamado um estudante."
"Um cavalheiro envergonha-se de que suas palavras sejam melhores do que suas ações."
E você? Que caminho tem escolhido?
PS: Para saber mais sobre o filósofo Confúcio copie o link http://tv.terra.com.br/Diversao/Documentarios/Biography-Channel/4691-254856/Confucio-Palavras-de-Sabedoria.htm
"O homem superior ama sua alma; o homem inferior ama seus bens. O superior sempre se lembra de como foi castigado por seus erros; o inferior sempre se lembra dos presentes que recebeu."
"O homem superior censura a si mesmo; o inferior censura os outros."
"O homem superior não é aquele que é bom apenas para uma espécie particular de posição."
"O homem superior desenvolve-se para cima; o inferior se desenvolve para baixo."
"O homem superior é digno e simples, sem ser orgulhoso; o inferior é orgulhoso porém não é digno."
"O homem superior atravessa sua vida sem qualquer curso de ação preconcebido ou qualquer tabu. Ele simplesmente decide no momento o que é o direito fazer."
"Um estudante que gosta dos confortos de vida não é digno de ser chamado um estudante."
"Um cavalheiro envergonha-se de que suas palavras sejam melhores do que suas ações."
E você? Que caminho tem escolhido?
PS: Para saber mais sobre o filósofo Confúcio copie o link http://tv.terra.com.br/Diversao/Documentarios/Biography-Channel/4691-254856/Confucio-Palavras-de-Sabedoria.htm
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Eleições DCE - Parte 2
Estive no debate das chapas candidatas ao DCE realizado na terça-feira (dia 17) e entre seus discursos as chapas mencionaram: "dia-a-dia do estudante" (Chapa 1), "transformação social" (Chapa 2) e "casa não se contrói pelo telhado" (Chapa 3).
Acredito que uma "transformação social" só será realizada neste país com uma mudança de comportamento da sociedade, ou seja, dos cidadãos que compõem esta sociedade. E quem são estes cidadãos senão nós mesmos?
Dessa forma, entendo que a universidade e instituições como o DCE deveriam participar na construção do caráter dos alunos, no intuito de formar indivíduos que, além de lutar pelos seus direitos, respeitem o próximo, saibam seu lugar na sociedade, não usufruam de privilégios e que cumpram com seus deveres.
Entre outras ações vergonhosas, desrespeitamos as filas do RU, não respeitamos o silêncio na biblioteca, riscam-se os livros, as luzes da universidades ficam acesas durante o dia inteiro.
Mas quem se importa? Não sai do meu bolso...
Para quê me indispor com os outros?
Prevalece a "lei de Gerson", do cada um por si, do "jeitinho", da malandragem.
Levantei este tema às três chapas para que pudesse tomar uma decisão quanto ao meu voto.
Enviei emails e fui ignorado.
Quando questionados diretamente, os integrantes das "diferentes" chapas repetiram o mesmíssimo discurso de sempre: "O tema é algo individual, não depende da política. Nossos esforços são no sentido de acabar com as filas".
Futuros POLÍTICOS ou POLITIQUEIROS? (ainda existe diferença?)
O discurso indica que ninguém está realmente preocupado com uma mudança na sociedade. O negócio é angariar votos e apontar dedos!
Se até mesmo nossos alunos têm este pensamento, não vejo esperanças.
E dizer que semestre passado a gestão anterior trouxe o Delegado Protógenes Queiroz para uma palestra em nossa universidade. Todos se encheram de orgulho, cantamos o hino nacional e nos indignamos com a corrupção.
Depois saímos de lá e furamos a fila!
A corrupção está bem mais próxima do que imaginamos. Senão for cortada pela raiz, torna-se irreversível.
Esclareço que meu intuito é alertar estes colegas à problemática da questão.
Parem e reflitam.
Afinal, vocês serão nossos futuros prefeitos, senadores e presidentes. Mantenham seus corações limpos, suas mentes claras e seus ideais sólidos enquanto ainda é tempo.
Vamos mudar este país!
Se a "casa não se contrói pelo telhado", que tal começar uma "transformação social" praticando cidadania na fila do RU, tão presente no "dia-a-dia do estudante"?
Acredito que uma "transformação social" só será realizada neste país com uma mudança de comportamento da sociedade, ou seja, dos cidadãos que compõem esta sociedade. E quem são estes cidadãos senão nós mesmos?
Dessa forma, entendo que a universidade e instituições como o DCE deveriam participar na construção do caráter dos alunos, no intuito de formar indivíduos que, além de lutar pelos seus direitos, respeitem o próximo, saibam seu lugar na sociedade, não usufruam de privilégios e que cumpram com seus deveres.
Entre outras ações vergonhosas, desrespeitamos as filas do RU, não respeitamos o silêncio na biblioteca, riscam-se os livros, as luzes da universidades ficam acesas durante o dia inteiro.
Mas quem se importa? Não sai do meu bolso...
Para quê me indispor com os outros?
Prevalece a "lei de Gerson", do cada um por si, do "jeitinho", da malandragem.
Levantei este tema às três chapas para que pudesse tomar uma decisão quanto ao meu voto.
Enviei emails e fui ignorado.
Quando questionados diretamente, os integrantes das "diferentes" chapas repetiram o mesmíssimo discurso de sempre: "O tema é algo individual, não depende da política. Nossos esforços são no sentido de acabar com as filas".
Futuros POLÍTICOS ou POLITIQUEIROS? (ainda existe diferença?)
O discurso indica que ninguém está realmente preocupado com uma mudança na sociedade. O negócio é angariar votos e apontar dedos!
Se até mesmo nossos alunos têm este pensamento, não vejo esperanças.
E dizer que semestre passado a gestão anterior trouxe o Delegado Protógenes Queiroz para uma palestra em nossa universidade. Todos se encheram de orgulho, cantamos o hino nacional e nos indignamos com a corrupção.
Depois saímos de lá e furamos a fila!
A corrupção está bem mais próxima do que imaginamos. Senão for cortada pela raiz, torna-se irreversível.
Esclareço que meu intuito é alertar estes colegas à problemática da questão.
Parem e reflitam.
Afinal, vocês serão nossos futuros prefeitos, senadores e presidentes. Mantenham seus corações limpos, suas mentes claras e seus ideais sólidos enquanto ainda é tempo.
Vamos mudar este país!
Se a "casa não se contrói pelo telhado", que tal começar uma "transformação social" praticando cidadania na fila do RU, tão presente no "dia-a-dia do estudante"?
sábado, 14 de novembro de 2009
Mudança de Comportamento
Um pouco de teoria: em Psicologia da Comunicação aprendemos a diferença entre atitude e comportamento.
Uma atitude refere-se ao seu posicionamento ideológico mediante algum conceito ou assunto. Quanto ao comportamento, temos algo mais prático: é como você efetivamente age naquela determinada situação.
Tentamos aqui mudar sua atitude. Quanto ao comportamento, só depende de você. Ou será necessária a presença de guardinhas de fila, medida tomada na UFSCar?
Esta notícia encontrei em uma das comunidades no Orkut contra o furo da fila, problema enfrentado em várias outras universidades do país.
Tocando neste tema, encontrei também diversas comunidades defendendo o furo, com declarações fantásticas e membros muito orgulhosos de seu posicionamento imoral.
Se, ainda no Orkut, você buscar pela palavra corrupção, aparecem cerca de 180 comunidades contra a corrupção, mas nenhuma a favor. Engraçado como não encontrei comunidades do tipo Eu sou corrupto ou Eu Roubo o Dinheiro Público. Talvez essa galera que fura a fila ainda não tenha se candidatado a nada ou criou um mínimo de vergonha na cara.
Voltando ao início desta conversa, se você mudou sua atitude, não se sinta inibido em mudar seu comportamento. Eu também, como me perguntou uma colega, já furei fila, mas depois de perceber todo envolvimento do problema, mudei minha atitude e comportamento.
Vejo isso como uma evolução. Se mudanças são necessárias, por que resistir?
Ser flexível, além de tudo, faz bem para a saúde.
Boa semana.
Uma atitude refere-se ao seu posicionamento ideológico mediante algum conceito ou assunto. Quanto ao comportamento, temos algo mais prático: é como você efetivamente age naquela determinada situação.
Tentamos aqui mudar sua atitude. Quanto ao comportamento, só depende de você. Ou será necessária a presença de guardinhas de fila, medida tomada na UFSCar?
Esta notícia encontrei em uma das comunidades no Orkut contra o furo da fila, problema enfrentado em várias outras universidades do país.
Tocando neste tema, encontrei também diversas comunidades defendendo o furo, com declarações fantásticas e membros muito orgulhosos de seu posicionamento imoral.
Se, ainda no Orkut, você buscar pela palavra corrupção, aparecem cerca de 180 comunidades contra a corrupção, mas nenhuma a favor. Engraçado como não encontrei comunidades do tipo Eu sou corrupto ou Eu Roubo o Dinheiro Público. Talvez essa galera que fura a fila ainda não tenha se candidatado a nada ou criou um mínimo de vergonha na cara.
Voltando ao início desta conversa, se você mudou sua atitude, não se sinta inibido em mudar seu comportamento. Eu também, como me perguntou uma colega, já furei fila, mas depois de perceber todo envolvimento do problema, mudei minha atitude e comportamento.
Vejo isso como uma evolução. Se mudanças são necessárias, por que resistir?
Ser flexível, além de tudo, faz bem para a saúde.
Boa semana.
sábado, 7 de novembro de 2009
ELEIÇÕES DCE
Como muitos de nossos alunos já devem ter vivenciado, as chapas candidatas às eleições do DCE tem percorrido algumas salas de nossa universidade. Em uma dessas visitas, mais precisamente no dia 06 de novembro, na segunda fase da educação física, nossos candidatos foram questionados diretamente quanto ao seu posicionamento em relação ao furo da fila, já que as tentativas de discussão conjunta sobre o tema com a gestão anterior foram frustrantes. Igualmente frustrante foi a repetição da resposta: que o trabalho realizado é para que não haja mais filas, e que, não havendo filas, não haverá furos.
Outro argumento apresentado é que esta questão não seria pertinente ao campo da política, mas relacionada a uma mudança individual, a uma questão moral. Mas o que deve objetivar a política senão estabelecer uma sociedade moral? Se todos fôssemos morais, será que precisaríamos da política?
Qualquer instituição que tenha como finalidade a representação de um grupo deve lutar em defesa dos direitos de seus indivíduos e tomar ações no sentido de inibir qualquer ato imoral que os venha prejudicar.
O problema é que apontar o dedo para os erros de eleitores em potencial não é politicamente interessante. Isso se chama politicagem!
Além do mais, diversas vezes presenciei pessoas saindo do DCE e furando fila.
Deixo três perguntas aos novos candidatos, ao DCE ou à presidência do país:
1) Você é honesto?
2) Você deixaria de lado interesses particulares para atender as necessidades do grupo que você representa?
3) Você fura fila?
A partir destas respostas, acho que já podemos fazer nossas escolhas.
Boa praia!
Lembrete: Continuo aguardando manifestações a favor do furo. Você que fura e acha isso legal, deixe aqui suas idéias! Aproveite para escolher sua chapa para o DCE.
Outro argumento apresentado é que esta questão não seria pertinente ao campo da política, mas relacionada a uma mudança individual, a uma questão moral. Mas o que deve objetivar a política senão estabelecer uma sociedade moral? Se todos fôssemos morais, será que precisaríamos da política?
Qualquer instituição que tenha como finalidade a representação de um grupo deve lutar em defesa dos direitos de seus indivíduos e tomar ações no sentido de inibir qualquer ato imoral que os venha prejudicar.
O problema é que apontar o dedo para os erros de eleitores em potencial não é politicamente interessante. Isso se chama politicagem!
Além do mais, diversas vezes presenciei pessoas saindo do DCE e furando fila.
Deixo três perguntas aos novos candidatos, ao DCE ou à presidência do país:
1) Você é honesto?
2) Você deixaria de lado interesses particulares para atender as necessidades do grupo que você representa?
3) Você fura fila?
A partir destas respostas, acho que já podemos fazer nossas escolhas.
Boa praia!
Lembrete: Continuo aguardando manifestações a favor do furo. Você que fura e acha isso legal, deixe aqui suas idéias! Aproveite para escolher sua chapa para o DCE.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Consciência do dever
Deixo um pensamento de Kant sobre a consciência do dever: "A consciência do dever é o fundamento de tudo, inclusive da própria liberdade. Para saber se minha ação é justa ou não, eu devo responder à seguinte pergunta: você ficaria satisfeito em viver num suposto mundo em que a máxima da sua conduta se tornasse uma lei necessária (que não tem exceções)? Se você gostaria de viver nesse mundo, então você deveria começar dando o exemplo, ou seja, você deveria agir assim... Isso é a consciência do dever. Por exemplo: você viu aquele garoto que ultrapassou o sinal vermelho ali na esquina e quase provocou uma colisão? Você gostaria de viver num mundo onde todos, sem exceção, desrespeitassem os sinais de trânsito? É uma consciência que nasce na razão pura. Esta consciência do dever nasce na minha razão independente de outras influências. É fruto, portanto, da minha autonomia. E, além do mais, a gente tem a consciência de que deve respeitar, porque sabe que poderia não respeitar. Eu diria deves, portanto podes. A liberdade nasce da consciência do dever."
Contribuição especial de uma grande amiga: Marcelle Barrichello - Advogada
Contribuição especial de uma grande amiga: Marcelle Barrichello - Advogada
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